PARAGOMINAS: DIA DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE A EPILEPSIA

26/03/2025

Dia 26 de março é dia mundial de conscientização sobre a epilepsia. Em Paragominas teve ação nesse dia.

Foto: Reprodução


Em março tem a campanha de conscientização sobre a epilepsia, o mês é conhecido como Março Roxo em prol da campanha. No dia 26 de março é o dia Mundial de Conscientização sobre a Epilepsia. 

Em Paragominas, na manhã do dia 26 de março de 2025, quarta-feira, foi realizada a ação de conscientização sobre o assunto na Praça Célio Miranda. Informações sobre a doença e panfletos foram distribuídos. O Dr. Francinaldo Gomes, neurocirurgião, veio de Belém-Pa, para essa ação a convite do vereador Caçula. 

Fotos: Reprodução/ Equipe do Vereador Caçula


O Dr. Francinaldo em entrevista destacou pontos importantes sobre a doença e a pessoa que sofre com a epilepsia. Um dos pontos é que quando uma pessoa tem a crise ou ataque de epilepsia não se deve colocar nenhum objeto na boca da pessoa. E que se deve colocar a pessoa de lado.  Também, ele destacou sobre o preconceito das pessoas com aqueles que sofrem com a doença.  


Fotos: Reprodução/ Equipe do Vereador Caçula


SOBRE A EPILEPSIA


Sintomas:

Em crises de ausência, a pessoa apresenta-se "desligada" por alguns instantes, podendo retomar o que estava fazendo em seguida. Em crises parciais simples, o paciente experimenta sensações estranhas, como distorções de percepção ou movimentos descontrolados de uma parte do corpo. Ele pode sentir um medo repentino, um desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente. Se, além disso, perder a consciência, a crise será chamada de parcial complexa.

Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Em crises tônico-clônicas, o paciente primeiro perde a consciência e cai, ficando com o corpo rígido; depois, as extremidades do corpo tremem e se contraem. Quando as crises duram mais de 30 minutos sem que a pessoa recupere a consciência, são perigosas, podendo prejudicar as funções cerebrais.

Causas:

Muitas vezes, a causa é desconhecida, mas pode ser uma lesão no cérebro, decorrente de uma forte pancada na cabeça, uma infecção (meningite, por exemplo), neurocisticercose ("ovos de solitária" no cérebro), abuso de bebidas alcoólicas, abuso de drogas. Má formação congênita do cérebro também pode estar na origem do problema.

Tratamento:

O tratamento das epilepsias é feito com medicamentos que evitam as descargas elétricas cerebrais anormais, que são a origem das crises epilépticas; casos com crises frequentes e não controladas pelas drogas disponíveis, são candidatos à remoção cirúrgica da área cerebral em que as crises são originadas.

Em muitos casos as crises epiléticas não são previsíveis e as pessoas precisam de ajuda, principalmente para não se machucarem durante as convulsões.

É importante estar atento e saber como proceder ao presenciar uma crise:

– mantenha a calma e tranquilize as pessoas ao seu redor;
– evite que a pessoa caia bruscamente ao chão;
– tente colocar a pessoa deitada de costas, em lugar confortável e seguro, com a cabeça protegida com algo macio;
– nunca segure a pessoa nem impeça seus movimentos (deixe-a debater-se);
– retire objetos próximos com que ela possa se machucar;
– mantenha-a deitada de barriga para cima, mas com a cabeça voltada para o lado, evitando que ela se sufoque com a própria saliva;
– afrouxe as roupas, se necessário;
– se for possível, levante o queixo para facilitar a passagem de ar;
– não tente introduzir objetos na boca do paciente durante as convulsões;
– não dê tapas;
– não jogue água sobre ela nem ofereça nada para ela cheirar;
– verifique se existe pulseira, medalha ou outra identificação médica de emergência que possa sugerir a causa da convulsão;
– permaneça ao lado da pessoa até que ela recupere a consciência;
– se a crise convulsiva durar mais que 5 minutos sem sinais de melhora, peça ajuda médica;
– quando a crise passar, deixe a pessoa descansar.

Obs.: Crise que dura mais de cinco minutos ou crises recorrentes indicam uma situação de emergência neurológica conhecida como 'estado do mal epilético'. Nesse caso, o paciente precisa de atendimento médico imediato para prevenir lesões neuronais.

Fontes:

Dr.Drauzio Varella
Liga Brasileira de Epilepsia
Purple Day



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